quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Pesquisa inédita no mundo: luz sobre caqui na prevenção do coronavírus

 O anúncio sobre o resultado de um experimento com uma propriedade da fruta caqui foi feito pela equipe de uma universidade japonesa

caqui
Na terça-feira (15) uma equipe da Universidade de Medicina da Província de Nara informou sobre o resultado de um experimento realizado com a substância adstringente do caqui. 

“Pela primeira vez no mundo, confirmamos que a adstringência do caqui inativa o novo coronavírus corona em mais de 1 para 10 mil”, afirmou o professor Toshihiro Ito.

O experimento foi realizado usando o adstringente de alta pureza adicionado à saliva com o vírus e deixado por 10 minutos. O resultado foi a desintoxicação do material desse temido coronavírus. 

O chamado de kakishibu, em japonês, é um líquido feito pela fermentação do chamado suco de caqui adstringente. O produto em si não é novidade pois desde antigamente é usado como material para aumentar os efeitos de propriedade antibacteriana em roupas e construções.

A equipe do professor Ito pretende desenvolver mais pesquisa baseado nessa evidência, para verificar a eficiência em seres humanos. Trata-se de uma esperança para o combate ao novo coronavírus, na forma de prevenção. Por isso, pensa-se que podem ser desenvolvidos produtos como bala ou bebida, com tanino.

Ito alerta para não sair comendo caqui com adstringência, esse sabor que parece prender a língua, pois ainda é necessário continuar pesquisando.
Fonte: Portal Mie com ANN e KTV

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

"Não posso ser líder se não puder tomar as melhores decisões", diz Abe após confirmar renúncia

 A saída irá desencadear uma corrida pela liderança no Partido Liberal Democrata

Shinzo Abe primeiro-ministro do Japão

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira (28) que estava renunciando ao cargo devido a problemas de saúde, encerrando um período à frente da terceira maior economia do mundo, durante o qual buscou retomar o crescimento e impulsionar suas defesas.

“Não posso ser primeiro-ministro se não puder tomar as melhores decisões para o povo. Decidi renunciar ao meu cargo”, disse Abe, 65 anos, em entrevista coletiva às 17h.

"Peço desculpas do fundo do meu coração por, apesar de todo o apoio do povo japonês, estar deixando o cargo com um ano inteiro faltando para o fim do meu mandato", disse Abe, com lágrimas nos olhos e voz embargada.

Abe tem lutado contra uma colite ulcerosa há anos e duas visitas recentes ao hospital em uma semana levantaram questões sobre se ele poderia permanecer no cargo até o final de seu mandato como líder do partido no poder e, portanto, primeiro-ministro, em setembro de 2021.

À medida que a notícia da renúncia se espalhava, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio caiu 2,12%, para 22.717,02 pontos.

A renúncia irá desencadear uma corrida pela liderança no Partido Liberal Democrata (PLD) - provavelmente em duas ou três semanas - e o vencedor deve ser formalmente eleito no Parlamento. O novo líder do partido manterá o cargo pelo resto do mandato de Abe.

Quem quer que ganhe a votação do partido provavelmente manterá as políticas "Abenomics" de Abe enquanto o Japão luta com o impacto do novo coronavírus, mas pode ter problemas em emular a longevidade política que pode ser o maior legado de Abe.

“O quadro geral permanece intacto. Em termos de política econômica e fiscal, o foco permanece muito na reflação”, disse Jesper Koll, consultor sênior do gestor de ativos WisdomTree Investments.

Na segunda-feira, Abe ultrapassou o recorde de mais longo mandato consecutivo como premiê estabelecido por seu tio-avô Eisaku Sato há meio século.

“Como chefe do partido no poder, ele trabalhou duro na Abenomics por oito anos”, disse Naohito Kojima, 55 anos, funcionário de uma corretora.

“Houve vários problemas, mas se outra pessoa tivesse sido líder, é questionável se ela poderia ter mantido um governo estável por tanto tempo quanto Abe. Ele fez várias negociações diplomáticas e acho que os prós superaram os contras.”

A renúncia de Abe também ocorre em meio a um ambiente geopolítico incerto, incluindo uma intensificação do confronto entre os Estados Unidos e a China e antes da eleição presidencial dos EUA em novembro.

Histórico
O conservador Abe voltou como primeiro-ministro para um raro segundo mandato em dezembro de 2012, prometendo reanimar o crescimento com sua política monetária hiper-fácil, gastos fiscais e reformas. Ele também se comprometeu a fortalecer as defesas do Japão e pretendia revisar a constituição pacifista.

Sob críticas por sua forma de lidar com o coronavírus e escândalos entre os membros do partido, Abe viu recentemente seu apoio cair para um dos níveis mais baixos de seus quase oito anos no cargo.

O Japão não sofreu o aumento explosivo de casos de coronavírus vistos em outros lugares, mas Abe chamou a atenção por uma resposta inicial desajeitada e o que os críticos veem como uma falta de liderança conforme as infecções se espalham.

No segundo trimestre, o Japão foi atingido por sua maior queda econômica já registrada, com a pandemia esvaziando shoppings e esmagando a demanda por carros e outras exportações, reforçando o caso de uma ação política ousada para evitar uma recessão mais profunda.

Abe manteve suas promessas de fortalecer as defesas, aumentando os gastos com os militares após anos de declínio e expandindo sua capacidade de projetar poder no exterior.

Em uma mudança histórica em 2014, seu governo reinterpretou a constituição para permitir que as tropas japonesas lutassem no exterior pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Um ano depois, o Japão adotou leis que eliminam a proibição de exercer o direito de autodefesa coletiva ou de defender um país amigo sob ataque.

Mas Abe se mostrou incapaz de revisar o Artigo 9 da constituição do pós-guerra elaborado pelos EUA, uma missão pessoal que também escapou a seu avô, Nobusuke Kishi, que renunciou ao cargo de primeiro-ministro em 1960 por causa do tumulto em torno de um pacto de segurança EUA-Japão.

Abe renunciou ao seu primeiro mandato como primeiro-ministro em 2007, alegando problemas de saúde depois de um ano atormentado por escândalos em seu gabinete e uma enorme perda eleitoral para seu partido no poder. Desde então, ele manteve sua doença sob controle com remédios que não estavam disponíveis anteriormente.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Viagens aéreas globais não vão se recuperar até 2024, diz órgão da indústria

A IATA culpou a lenta recuperação a vários fatores, incluindo falta de confiança do consumidor e aumentos de casos de coronavírus nos EUA e em outros lugares
Viagens aéreas

Viagens aéreas globais não vão se recuperar da crise da Covid-19 até 2024, anunciou a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) na terça-feira (28).

Isso é um ano depois da projeção anterior feita pelo órgão de linhas aéreas.

A IATA, que representa 290 companhias aéreas, culpou a lenta recuperação a vários fatores, incluindo falta de confiança do consumidor, declínio de viagens a negócios e novos aumentos de casos de coronavírus nos EUA e em outros lugares.

A previsão de linha de base revisada é que o tráfego de passageiros internacionais cairá 55% em 2020, comparado a 2019. Em abril, a IATA havia previsto uma queda de 46%.

O número de passageiros deve aumentar 62% no ano que vem, mas ainda estará em baixa de quase 30% comparado às épocas pré-Covid, com uma recuperação completa aos níveis antes da pandemia fora de cogitação até 4 anos a partir de agora.

“O tráfego de passageiros chegou ao fundo em abril, mas a força de uma recuperação foi muito fraca”, disse Alexandre de Juniac, diretor-geral e CEO da IATA em uma declaração. “Uma melhoria que vimos foi nos voos domésticos”.

Como esperado, viagens de curta distância devem se recuperar mais rápido do que as de longo curso – devido aos níveis de conforto de passageiros, mas também porque os mercados internacionais continuam amplamente fechados.

A IATA diz que avanços científicos no combate à Covid-19, incluindo o desenvolvimento de uma vacina de sucesso, poderiam permitir uma recuperação mais rápida. Mas por enquanto, o futuro parece desolador.
Fonte: Portal Mie com CNN

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Japão permitirá a realização de eventos para até 5 mil pessoas a partir de sexta-feira

Decisão foi tomada com o argumento de que as medidas preventivas contra o coronavírus serão tomadas
Yasutoshi Nishimura, ministro responsável pela resposta ao coronavírus

O governo japonês instruiu as 47 províncias do país a tomar as medidas necessárias, ao aprovar uma redução adicional das restrições aos eventos a partir de sexta-feira (10), conforme planejado, informou a emissora pública NHK.

Com a flexibilização, o número de pessoas autorizadas a se reunir em locais fechados para eventos esportivos ou concertos de música aumentará para um máximo de 5.000 por vez, dos atuais 1.000. Os locais devem ter 50% da capacidade.

Apesar do aumento de infecções por Covid-19 em Tóquio e nas províncias vizinhas, o governo disse que mantém os recursos médicos disponíveis, e afirmou que um novo estado de emergência não precisa ser declarado.

As instruções as províncias pedem que aqueles que apresentem sintomas, como febre, deixem de sair de suas casas e muito menos viajem para outras províncias.

Segundo a NHK, os frequentadores de eventos também devem ser desencorajados a visitar instalações onde não adotem medidas antivírus completas.

Além disso, os participantes deverão instalar, com antecedência, o aplicativo de rastreamento de contatos do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social, o Cocoa (disponível para as plataformas iOS e Android).

Os organizadores e os gerentes das instalações deverão verificar a temperatura de todos e pedir que aqueles com febre ou outros sintomas deixem de participar do evento. Eles também são solicitados a oferecer reembolsos às pessoas cuja entrada é negada.

Yasutoshi Nishimura, ministro responsável pela resposta ao coronavírus, planeja realizar uma reunião on-line com o chefe da Associação Nacional de Governadores nessa quinta-feira para buscar cooperação de todas as províncias.

Desde que o Japão suspendeu em todo o país o estado de emergência devido ao coronavírus no final de maio, o governo tem procurado reequilibrar a economia e a prevenção de infecções. As atividades econômicas e sociais foram gradualmente retomadas.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 30 de junho de 2020

Estrangeiros com visto permanente vencido poderão entrar no Japão, de volta

O governo japonês decidiu aliviar a entrada dos estrangeiros que são qualificados com visto permanente e que não puderam voltar por causa do novo coronavírus
visto permanente

O Ministério da Justiça informou no sábado (27) que os estrangeiros com visto permanente que não conseguiram voltar ao Japão durante o período em que os aeroportos estiveram fechados por causa do novo coronavírus serão aliviados e poderão entrar de volta (reentry) no país.

Mesmo que tenham perdido esse prazo decidiu que excepcionalmente poderão passar pelo controle sem a avaliação severa, considerando que não havia voos para que pudessem retornar.

O governo implementará essa decisão em caráter especial a partir de segunda-feira (29).

Os residentes estrangeiros que são qualificados com esse visto podem sair do Japão e retornar no prazo de até 5 anos sem perder o status, ou sair e entrar no prazo de um ano sem o reentry.

Mas, se não retornar nesse período estabelecido perde o status, tendo que entrar com outro tipo de visto, para mais tarde se aplicar novamente ao visto permanente.

Caso queira ler em português sobre a residência permanente clique aqui para abrir link do PDF.
Fonte: Portal Mie com Tokyo Shimbun

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Governo japonês eleva avaliação econômica em junho

O governo eleva panorama pela primeira vez desde 2018 em relatório de avaliação em junho
ienes

A nova avaliação econômica do governo japonês tem bom ânimo a partir de sinais de melhora nos gastos do consumidor e sentimento de negócios após a suspensão em fases de um estado de emergência no fim de maio.

O governo japonês elevou sua avaliação econômica em junho pela primeira vez desde 2018, visto que uma deterioração aguda causada pelo surto do novo coronavírus havia quase chegado ao fim.

Embora a economia tenha se mantido em uma “situação extremamente severa” devido à pandemia de coronavírus, ela havia “quase parado de piorar”, de acordo com o relatório de junho.

O Japão deve sofrer sua pior queda pós-guerra neste trimestre, mas a nova avaliação do governo tirou ânimo de sinais de melhoria nos gastos do consumidor e sentimento de negócios após a suspensão em fases de um estado de emergência no fim de maio.

O primeiro-ministro Shinzo Abe declarou a emergência em abril e pediu às pessoas que ficassem em casa e que negócios fechassem para prevenir a propagação do vírus.

“A economia ainda está em uma tendência levemente decrescente, mas a deterioração aguda acabou”, disse um oficial do Escritório do Gabinete, acrescentando que qualquer aceleração na economia dependeria de como os empregos e salários evoluem.

O governo melhorou sua perspectiva sobre gastos do consumidor pela primeira vez desde janeiro de 2018, citando sinais de melhoria visto que varejistas e restaurantes reabriram suas portas.

E o governo também elevou sua avaliação sobre sentimento de negócios pela primeira vez desde abril de 2017, dizendo que estava mostrando sinais de aceleração também, após um índex de sentimento do setor de serviços ter aumentado pela primeira vez em maio.

Contudo, como a demanda externa continuou limitada, o governo manteve suas perspectivas sobre exportações, dizendo que elas estavam “caindo rapidamente” e a produção em fábricas também estava diminuindo.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Japão pretende vacinar população contra Covid-19 no início de 2021, diz ministro

País acrescentou mais 18 países à lista de 111 sujeitos a proibição de viagens
Japão

O ministro da Saúde do Japão, Katsunobu Kato, disse que o país espera começar a vacinar a população contra o coronavírus no primeiro semestre do próximo ano, segundo noticiou a NHK.

Atualmente, empresas japonesas, universidades e outras instituições de pesquisa estão envolvidas em programas de desenvolvimento de vacinas.

Em uma entrevista coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5), Kato disse que o governo instará as partes envolvidas a estabelecer capacidades de produção enquanto a pesquisa e o desenvolvimento das vacinas continuarem.

Isso foi projetado para reduzir o tempo necessário para produzir um grande volume de doses de vacina, se uma for criada.

O Ministério destinou cerca de 1,28 bilhão de dólares para ajudar a construir sistemas de produção para o atual ano fiscal.

Teste
Um fabricante japonês de um kit de teste de antígeno para coronavírus planeja expandir sua capacidade de produção em cooperação com os principais gigantes japoneses da eletrônica Toshiba e Hitachi.

O kit do fabricante de reagentes Fujirebio pode identificar infecções em cerca de 30 minutos.

Embora seus resultados sejam menos precisos que os testes atualmente dominantes de PCR ou reação em cadeia da polimerase, o kit deve funcionar mais rapidamente.

A Fujirebio planeja mais que dobrar sua capacidade de produção semanal dos atuais 200.000 kits deste ano.

As três empresas disseram em comunicado nesta sexta-feira que uma nova linha de produção será construída em uma filial da Toshiba, na cidade de Asahikawa, na província de Hokkaido.

A Toshiba também deve ajudar na produção, oferecendo pessoal e serviços de manutenção necessários.

A declaração também diz que a Hitachi fornecerá consultoria para obter uma produção eficiente.

A medida é outro exemplo de cooperação intersetorial das principais empresas japonesas para expandir a fabricação de equipamentos médicos no combate à pandemia.

Alerta para 18 países 
O Japão ainda nesta sexta-feira elevou seu alerta de viagem para 18 países, incluindo Argélia e Cuba, para o Nível 3, pedindo que as pessoas não viagem para tais áreas durante a pandemia global de coronavírus.

Os países devem ser adicionados a uma lista de 111 países e regiões sujeitos à proibição de entrada de viajantes estrangeiros, disse o ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, em entrevista coletiva.

Além de Argélia e Cuba, os outros países são: Camarões, República Centro-Africana, Costa Rica, Suazilândia, Geórgia, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Iraque, Jamaica, Líbano, Mauritânia, Nicarágua, São Vicente e Granadinas e Senegal.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Governo japonês subsidiará viagens a lazer em até ¥ 20 mil por dia

Ajuda será distribuída através da combinação de descontos e vouchers a serem utilizados em restaurantes e lojas locais
turismo no Japão

O governo japonês planeja revitalizar a indústria do turismo, um dos principais impulsionadores da economia que foi atingida pela pandemia de coronavírus. Segundo a agência de notícias Kyodo, com a iniciativa Go To Travel, o país irá oferecer subsídios de até ¥ 20 mil por dia para pessoas que viajarem a lazer.

A ajuda será distribuída através de uma combinação de descontos e vouchers a serem utilizados ​​em restaurantes e lojas locais.

De acordo com a Kyodo, a iniciativa deve começar até o final de julho e será aplicado em reservas feitas por agências de viagens japonesas ou diretamente com hotéis ou pousadas japonesas tradicionais (ryokan).

No entanto, o custo da viagem ao Japão não será coberto, diferente de notícias que estão circulando pela internet, de que o governo pagaria uma porcentagem dos gastos de turistas estrangeiros que visitarem o país.

A indústria do turismo está entre os setores mais atingidos pela crise do coronavírus, já que muitos japoneses deixaram de ir ao escritório, muito menos em férias. As esperanças de um afluxo de visitantes estrangeiros neste verão foram frustradas quando as Olimpíadas de Tóquio foram adiadas e o Japão impôs uma proibição de entrada em 111 países e regiões.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Tokyo Shoko Research, 31 empresas do ramo de acomodações declararam ou estavam se preparando para pedir falência em abril por causa da pandemia.

O primeiro-ministro Shinzo Abe suspendeu na segunda-feira o estado de emergência em todo o país. Tóquio e a região metropolitana, além de Hokkaido, tiveram as restrições canceladas, sinalizando o início do retorno à vida normal.

Cerca de 1,35 trilhão de ienes foram destinados à iniciativa Go To Travel, como parte de um pacote de emergência que Abe disse que excederá 200 trilhões de ienes.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 19 de maio de 2020

Indonésia passa a solicitar certificado de Covid-19 para todos que entrarem no país

Todos os viajantes com certificados também precisarão seguir restrições de distanciamento social e serem submetidos a uma verificação adicional no porto de entrada
Health Alert Card

O Ministério de Saúde da Indonésia anunciou na sexta-feira (15) que todos os indonésios e cidadãos estrangeiros que entrarem no país precisarão de um certificado de saúde da nação de onde estão vindo declarando resultado de teste negativo para Covid-19, reportou a agência de notícias Antara.

Todos os viajantes com certificados também precisarão seguir restrições de distanciamento social e serem submetidos a uma verificação adicional no porto de entrada.

O certificado médico declarando status negativo para Covid-19 de cada viajante terá que estar em inglês e é válido somente por 7 dias após a data de emissão.

Oficiais da saúde em portos de entrada conduzirão verificação, emitindo um Cartão de Alerta de Saúde (Health Alert Card – HAC) a viajantes que passam pelo rastreio e têm um resultado de teste negativo para Covid-19.

Esses viajantes então precisarão se auto isolar por 14 dias, e cidadãos indonésios terão que reportar às autoridades da região onde moram.

Os visitantes que não têm um certificado de saúde serão testados para Covid-19 no porto de entrada.
Fonte: Portal Mie com Straits Times

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Avianca, segunda maior cia aérea da América Latina, entra com pedido de recuperação judicial

A pandemia da Covid-19 provocou uma queda de 90% no tráfego aéreo no mundo
Avianca Holdings

A Avianca Holdings, segunda maior companhia aérea da América Latina, entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (10), com a aproximação da data para pagamentos de títulos e após pedidos sem sucesso, até o momento, de auxílio ao governo colombiano para resistir à crise do coronavírus.

Se não conseguir sair da recuperação judicial, a Avianca pode ser a primeira grande companhia aérea do mundo a afundar por causa da pandemia, que resultou em um declínio de 90% de tráfego aéreo.

A Avianca não realiza voos regulares de passageiros desde o fim de março e a maioria dos seus 20 mil empregados ficou sem receber ao longo da crise.

“A Avianca passa pela crise mais desafiadora em seus 100 anos de história”, disse o presidente-executivo da empresa, Anko van der Werff, em um comunicado à imprensa.

Embora a Avianca estivesse fraca mesmo antes da pandemia de coronavírus, seu pedido de recuperação judicial destaca os desafios às companhias aéreas que não contam com resgates do governo para evitar reestruturações.

Um representante da Avianca afirmou à Reuters que a empresa ainda está tentando assegurar empréstimos do governo.

“Ajuda do governo para a indústria aérea é vital”, disse Silvia Mosquera, chefe comercial da Avianca, em um comunicado à Reuters antes do pedido de recuperação judicial.

A Avianca, uma das companhias aéreas mais antigas do mundo, estima passivos entre 1 bilhão de dólares e 10 bilhões de dólares em um pedido à Corte de Recuperação Judicial dos EUA no distrito sul de Nova York.

A companhia já havia passado por uma recuperação judicial no começo dos anos 2000, da qual foi resgatada por um empresário do petróleo nascido na Bolívia, German Efromovich.

Efromovich fez a companhia aérea crescer agressivamente, mas também contraiu dívidas significativas.

O empresário foi retirado da empresa ano passado, em um golpe de conselho liderado pela United Airlines Holdings Inc, mas ainda tem uma fatia majoritária da companhia.

A United pode perder até 700 milhões de dólares em empréstimos relacionados à Avianca.

Efromovich disse à Reuters, neste domingo, que discordava da decisão de entrar com pedido de recuperação judicial e que não estava envolvido nela.

Em paralelo, a Avianca disse que pretende começar a reduzir operações no Peru.
Fonte: Alternativa com Reuters